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| Heberson Lima de Oliveira |
O amazonense ficou preso de 2003
a 2006, sendo que nunca foi julgado ou condenado. O caso só foi esclarecido
quando a defensora pública Ilmair Siqueira fez uma visita à unidade e conversou
com o rapaz. De acordo com Ilmar, a delegada pediu a prisão baseada na
indicação do pai, mas a investigação feita depois percebeu que as
características eram de outro homem, não podendo ser Heberson. O pai da vítima
teria acusado Heberson porque havia tido um desentendimento com ele.
Um relatório foi encaminhado à
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA) e à Secretaria de Direitos
Humanos da Presidência da República pedindo atenção ao caso. A ação movida pela
defensora pública Ilmair Siqueira desde 2011 pede uma indenização de cerca de
R$ 170 mil, valor calculado com base em salários mínimos pelo tempo que
Heberson ficou preso, sem possibilidade de trabalhar e afastado dos filhos. No
entanto, a quantia nunca foi paga, já que o Estado do Amazonas a considera
alta.
Os sofrimentos de um brasileiro
Além de ter sido contaminado com
o vírus da Aids, o homem de 32 anos se tornou usuário de drogas dentro da
detenção e quando saiu chegou a arrumar um trabalho, mas não conseguiu
permanecer após ser vítima de preconceito. Atualmente Heberson vive com a mãe,
e ambos são sustentados por uma pensão que ela recebe no valor de um salário
mínimo.
O advogado João Batista, que
assumiu de forma voluntária o caso, montou um grupo chamado “Pela dignidade de
Heberson Oliveira” e conseguiu tratamento psicológico e médico para o rapaz.
“Queremos uma indenização vitalícia para o Heberson. Tudo isso só aconteceu com
ele porque ele é pobre. O Brasil está cheio de casos como esse, sem ter quem
lute pelos direitos”, afirmou o advogado.
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| Primeira reunião do grupo “Pela dignidade de Heberson Oliveira” |
Fonte: Jornal Opção

