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| Foto: Reprodução |
Histórias de mulheres que se apaixonam por assassinos em
série são bem mais comuns do que a razão é capaz de explicar. No caso do
vigilante Thiago Henrique Gomes da Rocha, suspeito de matar 39 pessoas em
Goiânia, um detalhe potencializa esse tipo de atração: a beleza física. Alto,
forte, com traços bem desenhados, Rocha chamou a atenção de jovens, que se
mostraram interessadas em tentar uma aproximação, em saber mais sobre ele.
Uma das advogadas do vigilante, Brunna Moreno de Miranda,
revelou a reportagem que ela e as colegas que atuam no caso recebem e-mails e
mensagens no celular de mulheres perguntando como podem fazer para conhecer o
suspeito. De acordo com Brunna, ao grupo
são enviadas também mensagens de jovens que chegaram a conviver com Rocha.
São e-mails, mensagens de celular de mulheres ou que o
conhecem de algum lugar e que querem que a gente fale delas para ele ou algumas
perguntando como podem fazer para conhecê-lo. Tem muita coisa. Mulheres que
querem fazer doação, querendo dar as coisas, enviar para o presídio.
A advogada contou que tomou conhecimento, por meio de
policiais, de que há aquelas que vão até o presídio e perguntam como devem
proceder para ver Rocha. Ela acrescentou que, nas mensagens, a abordagem segue,
em geral, uma mesma linha: jovens alegando que viram o caso, acharam o
vigilante interessante e que pretendem conhecê-lo pessoalmente.
Na verdade, desde a delegacia [quando o suspeito ainda não
havia sido transferido para o complexo prisional] era assim. Elas ligavam para
a delegacia [para perguntar sobre Rocha].
Brunna relatou que, vez ou outra, comenta com o cliente
sobre as “pretendentes”.
Eu falo para ele: “Olha o problema que você me arruma”. Aí,
ele ri, porque as mulheres ficam mesmo atrás.
Investigações confirmam que Rocha foi o autor de 16 mortes.
Exames de microbalística de 13 casos concluíram que a arma usada foi a mesma
apreendida com o suspeito.
Pimenta e muita
leitura
Preso desde outubro deste ano, Rocha permanece isolado no
Núcleo de Custódia do Complexo Prisional, em Aparecida de Goiânia. Até mesmo o
banho de sol acontece sem a presença dos demais detentos.
No dia em que foi apresentado oficialmente, o vigilante
tentou cortar os pulsos dentro da cela com o vidro de uma lâmpada. Calado e
calmo, o suspeito não se mostra inconformado com a atual situação e, aos
poucos, “está aprendendo a conviver como um preso”, conforme Brunna.
A primeira semana foi complicada. Agora, está tranquilo. Ele
já caiu em si. Ele sempre foi calmo. No começo, foi mais medo.
Sem ter o que fazer, Rocha lê. E muito, segundo a advogada.
O vigilante consome desde revista de fofoca a de notícias. Gosta também de
livros, especialmente, dos gêneros aventura e romance. Todo material é
fornecido pela biblioteca da unidade prisional.
A única coisa que ele tem para fazer é ler. Então, lê tudo
que der para ele.
A rotina só é quebrada quando fala com as três advogadas no
parlatório ou recebe a visita da mãe. Já chegou também a ser visitado pelo
irmão, conforme a advogada. A periodicidade destes encontros não é definida.
Não é fixo. A gente liga em uma semana, se der para marcar
de a mãe ir, ela vai.
Não é de pedir muita coisa para a mãe, apenas alimentos.
Gosta de suco, biscoito recheado e, recentemente, quis pimenta.
Ele pede alimentos, mas como está isolado, também não os
recebe.
FONTE: JTI NOTICIAS
