| Foto: Arquivo Chapadense News |
O Posto Avenida tremeu na madruga do dia 4 de setembro deste
ano, em Chapadão do Sul (MS). O caixa eletrônico voou pelos ares e as notas de
R$ 100,00, R$ 50,00 e R$ 20,00 foram recolhidas em menos de um minuto. As de R$
10,00 ficaram para trás. Quando o pó da explosão baixo os quadrilheiros já
estavam na rota de fuga previamente estabelecida, fora do alcance. Este foi último ataque de ladrões de banco no
Mato Grosso do Sul em 2014, o segundo com explosivos no espaço de dois anos na
mesma cidade e o quarto contra agências
do Banco do Brasil, numa média de um por ano desde 2011. O andamento das
investigações não são conhecidos pelo simples fato de se tratar de uma caça a
“fantasmas”. Os ataques são sempre
“cirúrgicos” e planejados para cidades com rotas de fuga rápida e de
policiamento precário.
Já no estado a onda de roubos a caixas eletrônicos é
cíclica, porém constante em Mato Grosso do Sul. De junho até hoje seis casos já
foram registrados, todos em cidades do interior, mas ninguém foi preso até o
momento. Os crimes são investigados pelas delegacias locais com apoio do Garras
(Grupo Especializado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), de
Campo Grande. A polícia civil não tem efetivo nem para solucionar o furto de
uma residência, quanto menos para deslocar policiais na busca de pistas estes
piratas modernos.
O ataque contra o caixa eletrônico de Chapadão do sul foi
todo cronometrado e com o uso de táticas militares. A policia investiga o seu
universo como imagens de câmeras ou lista de hotéis da cidade, mas geralmente
colaboradores domésticos fazem o “mapa da mina”, ajudam na fuga ou dão abrigo. Nesta complexa área também há novidade como o
uso de um artefato que não foi dinamite.
No dia 5 de junho, três homens encapuzados invadiram um
supermercado localizado na área central de Inocência, município localizado na
divisa com o Goiás. Armados, eles renderam três funcionários que trabalhavam na
descarga de mercadorias, explodiram um caixa eletrônico e depois fugiram com o
dinheiro.
Dois dias depois, fato semelhante ocorreu em Aral Moreira,
cidade a 364 quilômetros de Campo Grande e que faz fronteira com o Paraguai. Na
ocasião, o alvo também foi um caixa eletrônico instalado em um supermercado. O
fato despertou preocupação nos moradores, pois era incomum na região.
Na madrugada de 2 de julho foi a vez de Bela Vista, a 322
quilômetros da Capital, também fronteira com o Paraguai. Quatro homens
fortemente armados entraram em um agência do Banco do Brasil, no centro, e
explodiram os caixas, fugindo com certa quantia de dinheiro.
No dia 4 do mesmo mês, em Corumbá, fronteira com a Bolívia.
Dois homens que ainda não foram identificados utilizaram dinamites para tentar
explodir os caixas. Um dos explosivos falhou e as máquinas sofreram danos, mas
não foram abertas. Frustrada, a dupla fugiu de mãos vazias.
Cesar Rodrigues - Jornalista (Matrícula 5638 – Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre) para o Blog Sousa Filho;