quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Chapadão do Sul foi a última cidade do MS a ter caixa eletrônico explodida. Foram seis em 2014

Foto: Arquivo Chapadense News

O Posto Avenida tremeu na madruga do dia 4 de setembro deste ano, em Chapadão do Sul (MS). O caixa eletrônico voou pelos ares e as notas de R$ 100,00, R$ 50,00 e R$ 20,00 foram recolhidas em menos de um minuto. As de R$ 10,00 ficaram para trás. Quando o pó da explosão baixo os quadrilheiros já estavam na rota de fuga previamente estabelecida, fora do alcance.  Este foi último ataque de ladrões de banco no Mato Grosso do Sul em 2014, o segundo com explosivos no espaço de dois anos na mesma cidade  e o quarto contra agências do Banco do Brasil, numa média de um por ano desde 2011. O andamento das investigações não são conhecidos pelo simples fato de se tratar de uma caça a “fantasmas”.  Os ataques são sempre “cirúrgicos” e planejados para cidades com rotas de fuga rápida e de policiamento precário.

Já no estado a onda de roubos a caixas eletrônicos é cíclica, porém constante em Mato Grosso do Sul. De junho até hoje seis casos já foram registrados, todos em cidades do interior, mas ninguém foi preso até o momento. Os crimes são investigados pelas delegacias locais com apoio do Garras (Grupo Especializado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), de Campo Grande. A polícia civil não tem efetivo nem para solucionar o furto de uma residência, quanto menos para deslocar policiais na busca de pistas estes piratas modernos.  

O ataque contra o caixa eletrônico de Chapadão do sul foi todo cronometrado e com o uso de táticas militares. A policia investiga o seu universo como imagens de câmeras ou lista de hotéis da cidade, mas geralmente colaboradores domésticos fazem o “mapa da mina”,  ajudam na fuga ou dão abrigo.  Nesta complexa área também há novidade como o uso de um artefato que não foi dinamite.

No dia 5 de junho, três homens encapuzados invadiram um supermercado localizado na área central de Inocência, município localizado na divisa com o Goiás. Armados, eles renderam três funcionários que trabalhavam na descarga de mercadorias, explodiram um caixa eletrônico e depois fugiram com o dinheiro.
Dois dias depois, fato semelhante ocorreu em Aral Moreira, cidade a 364 quilômetros de Campo Grande e que faz fronteira com o Paraguai. Na ocasião, o alvo também foi um caixa eletrônico instalado em um supermercado. O fato despertou preocupação nos moradores, pois era incomum na região.

Na madrugada de 2 de julho foi a vez de Bela Vista, a 322 quilômetros da Capital, também fronteira com o Paraguai. Quatro homens fortemente armados entraram em um agência do Banco do Brasil, no centro, e explodiram os caixas, fugindo com certa quantia de dinheiro.

No dia 4 do mesmo mês, em Corumbá, fronteira com a Bolívia. Dois homens que ainda não foram identificados utilizaram dinamites para tentar explodir os caixas. Um dos explosivos falhou e as máquinas sofreram danos, mas não foram abertas. Frustrada, a dupla fugiu de mãos vazias.

Cesar Rodrigues - Jornalista (Matrícula 5638 – Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre) para o Blog Sousa Filho;