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| Imagem Ilustrativa |
A população brasileira sofre
constantemente com a falta de infra-estrutura energética no país. As empresas
que operam o setor estão entre as piores do Brasil. Uma delas é a Celg que
ficou na posição de número 27 num ranking de 33 estatais energéticas no último
balanço da Agência Nacional de Energia Elétrica, ANEEL. A empresa tem problemas
financeiros e de má gestão na qualidade dos serviços oferecidos, segundo a
Agência. Para não deixar a população goiana sem energia e com serviços
ineficazes, a Eletrobrás vai comprar 51 por cento das ações da Celg. Com isso,
a estatal passa a administrar nada menos do que sete companhias de distribuição
- do Piauí, de Roraima, do Acre, de Rondônia, do Amazonas, e do Alagoas, além
da recém-incorporada de Goiás. O presidente da Associação Brasileira de
Engenheiros Eletricistas, Jovanildo Faleiro de Freitas, vê com receio a compra
da Celg pela Eletrobrás. Segundo ele, o acordo entre as estatais pode se tornar
inútil, caso a empresa não tenha investimentos.
"Se ela não tiver aporte
para fazer investimentos, eu vejo que nós estamos apenas trocando o dono e não
solucionando o real problema que nós temos hoje com a CELG, que é realmente ter
os investimentos tanto para recuperar alguma situação já existente como poder
alavancar o crescimento energético do estado. Hoje, a CELG realmente precisa de
um investimento, principalmente para você ter parques gerador e melhorar a sua
situação de distribuição. Hoje, infelizmente a gente ta num gargalo de poder
alavancar a parte energética do estado em função do não ter condições de linhas
de transmissão em subestação para poder levar essa melhoria de energia aí para
os locais".
A compra majoritária da Celg pela
Eletrobras deve melhorar a qualidade dos serviços energéticos em Goiás, os
quais são considerados falhos e inadequados à demanda atual, segundo a ANEEL.
Para o deputado federal, Leandro Vilela, do PMDB de Goiás, o problema da Celg
está justamente na qualidade dos serviços prestados.
"Infelizmente, o que ocorre
com a energia elétrica no estado de Goiás é um problema seríssimo. A
distribuição é péssima. Energia, produção de energia, no estado, no país tem. O
que não se tem é manutenção nas linhas. É fazer com que a energia chegue a cada
rincão desse estado".
O Conselho Administrativo de
Defesa Econômica, o CADE, aprovou a compra da CELG pela Eletrobrás no ano
passado. Em comunicado, a estatal afirma que a operação ainda não está
finalizada. Já a CELG foi procurada pela reportagem, mas até o fechamento não
se pronunciou sobre o assunto.
Fonte: meganésia
