quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Energia: Com problemas na prestação de serviço, Celg deve ser incorporada a Eletrobrás

Imagem Ilustrativa
A população brasileira sofre constantemente com a falta de infra-estrutura energética no país. As empresas que operam o setor estão entre as piores do Brasil. Uma delas é a Celg que ficou na posição de número 27 num ranking de 33 estatais energéticas no último balanço da Agência Nacional de Energia Elétrica, ANEEL. A empresa tem problemas financeiros e de má gestão na qualidade dos serviços oferecidos, segundo a Agência. Para não deixar a população goiana sem energia e com serviços ineficazes, a Eletrobrás vai comprar 51 por cento das ações da Celg. Com isso, a estatal passa a administrar nada menos do que sete companhias de distribuição - do Piauí, de Roraima, do Acre, de Rondônia, do Amazonas, e do Alagoas, além da recém-incorporada de Goiás. O presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas, Jovanildo Faleiro de Freitas, vê com receio a compra da Celg pela Eletrobrás. Segundo ele, o acordo entre as estatais pode se tornar inútil, caso a empresa não tenha investimentos.

"Se ela não tiver aporte para fazer investimentos, eu vejo que nós estamos apenas trocando o dono e não solucionando o real problema que nós temos hoje com a CELG, que é realmente ter os investimentos tanto para recuperar alguma situação já existente como poder alavancar o crescimento energético do estado. Hoje, a CELG realmente precisa de um investimento, principalmente para você ter parques gerador e melhorar a sua situação de distribuição. Hoje, infelizmente a gente ta num gargalo de poder alavancar a parte energética do estado em função do não ter condições de linhas de transmissão em subestação para poder levar essa melhoria de energia aí para os locais".

A compra majoritária da Celg pela Eletrobras deve melhorar a qualidade dos serviços energéticos em Goiás, os quais são considerados falhos e inadequados à demanda atual, segundo a ANEEL. Para o deputado federal, Leandro Vilela, do PMDB de Goiás, o problema da Celg está justamente na qualidade dos serviços prestados.

"Infelizmente, o que ocorre com a energia elétrica no estado de Goiás é um problema seríssimo. A distribuição é péssima. Energia, produção de energia, no estado, no país tem. O que não se tem é manutenção nas linhas. É fazer com que a energia chegue a cada rincão desse estado".


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE, aprovou a compra da CELG pela Eletrobrás no ano passado. Em comunicado, a estatal afirma que a operação ainda não está finalizada. Já a CELG foi procurada pela reportagem, mas até o fechamento não se pronunciou sobre o assunto.
Fonte: meganésia